Tem novidade na área: vem aí o talk show “Epígrafes”

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Está muito claro para mim que vai ser bem difícil viver dignamente como autor de livros no Brasil – ainda que reconhecer isso seja muito difícil!

Mas como a Escrita tem uma série de outras possibilidades, que independem de meio ou plataforma – haja vista o Prêmio Nobel de Literatura de 2016 ter sido concedido ao cantor e compositor Bob Dylan -, entendi que poderei, sim, viver somente da Escrita no futuro. Desde que eu esteja disposto a não me limitar aos livros.

A produção de um livro sempre será meu objetivo máximo em termos profissionais. Entretanto, o que eu quero é escrever, independentemente de qualquer coisa.

Foi pensando nisso que desenvolvi meu primeiro projeto de Escrita fora – mas nem tanto – dos livros. Dei a ele o nome de “Epígrafes”.

Segundo o dicionário Aulete Digital, epígrafes são “palavras ou frase(s) que se gravam em pedestal de estátua, placa, medalha, lápide, fachada de edifício etc.”. Na Literatura, são o “título, frase, texto etc., no início de um livro, conto, capítulo, poema, para lhe dar apoio temático, ou resumir-lhe o sentido ou a motivação; mote”.

Neste meu projeto, tudo começou com a epígrafe Cultura é regra; arte é exceção, de autoria do cineasta franco-suíço Jean-Luc Godard, que abre o livro “Contos da Mais-Valia e Outras Taxas”, de Paulo Tedesco, meu consultor editorial particular e professor de escrita criativa. Desde que a li, esta frase nunca mais saiu da minha cabeça.

Mais recentemente, peguei-me fotografando várias páginas de “O Aleph”, do escritor argentino Jorge Luis Borges, para registrar, posteriormente, frases que me tocaram ou chamaram minha atenção por qualquer motivo. Na verdade, frases que, para mim, são verdadeiras epígrafes.

Num primeiro momento, pensei em registrar essas frases em texto, numa seção homônima aqui neste blog. Depois, concluí que seria melhor testar outros formatos. Então, cogitei gravá-las em vídeo, sozinho, quase como uma tentativa de declamação. Mas também descartei rapidamente a ideia. Achei que ficaria maçante e sem graça.

Foi quando surgiu a ideia de transformar “Epígrafes” num talk show para a internet. Algo curto, com convidado. Bingo! Depois de quase 20 anos de Jornalismo, finalmente vou dar as caras no vídeo. E num programa meu, idealizado por mim e veiculado em canal próprio. Nem Boni faria melhor!

O funcionamento de “Epígrafes” é bastante simples: seleciono um frase marcante nos livros que concluo. Convido um entrevistado para debater a epígrafe em questão comigo, sob a perspectiva de sua experiência de vida e seus valores.

Minha intenção não é ser literário, tampouco filosófico. O objetivo é levar à internet pequenas doses de cultura, entretenimento, informação e serviço. Somente isso.

E eu não seria capaz de tirar esse projeto do papel sem ajuda de amigos e parceiros. Por isso, deixo aqui meu agradecimento a Diogo e Flávio Tirico, da produtora DT Filmes, que compraram a ideia e embarcaram comigo nessa jornada. Valeu mesmo, caras!

Então é isso. Tentarei transformar “Epígrafes” – já por mim encurtado, modernizado e hashtagueado como #EPGF – num programete semanal. Mas como ainda não estou certo que isso será possível, fiquem atentos às chamadas da atração aqui, neste blog, na minha fanpage no Facebook e no meu Twitter.

O primeiro programa vai ao ar nesta quarta-feira 7. Mais detalhes sobre o convidado de estreia na terça 6.

Por enquanto, fiquem com duas imagens reproduzidas a partir do vídeo, para degustação. E assista ao teaser do programa no meu canal no YouTube.

Espero que curtam!

Até mais.

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