Livros

O Brasil do Sol Nascente

Gênero: Artes

Enredo: Homenagem ao centenário da imigração japonesa no Brasil, celebrado em 2008

Editora: Biluma Cultural

Publicação: 2009

Este é um livro diferente, com uma proposta editorial que talvez surpreenda alguns leitores. Um único assunto – o Centenário da Imigração Japonesa – contado por vários autores, cada um com o seu estilo de escrita, seu ponto de vista e seu tema específico.

O leitor vai perceber que alguns fatos históricos se repetem ao longo de vários capítulos, mas essa dinâmica faz parte da obra, pois cada autor descfreveu o cenário histórico com a observância do assunto que abordou.

Cada capítulo existe em si próprio. São interligados pelo mesmo fio condutor: um povo que veio de longe, sobreu, aprendeu, ensinou e se fez brasileiro.

Histórias (Quase) Verídicas

Gênero: Conto

Enredo: 18 histórias da vida cotidiana, com personagens e situações triviais (ou quase), permeadas por alguma dose de humor sarcástico e acidez

Editora:  Bookstart

Publicação: 2015

Imagine a cena: um boteco, uma roda de amigos com cerveja sobre a mesa e um dos rapazes contando o episódio de um tio intempestivo que tentou enforcar o parceiro de truco com uma meia-calça.

Imaginou? Pois bem, essa reunião de amigos regada a álcool não poderia ser uma história quase verídica pelo simples fato de ser completamente verídica. Já a atitude tresloucada de Cosme, o tio do contador do “causo”, esta sim é digna de relato.

Histórias (Quase) Verídicas apresenta figuras comuns – ou quase comuns – em 18 situações inusitadas. Algumas constrangedoras, outras patéticas, todas surpreendentes. Tão surpreendentes quanto a vaca da capa, cuja história sequer é contada nesse livro, mas que intriga pela curiosidade.

Curiosidade, aliás, que talvez você sinta agora para descobrir o fim do tio Cosme. Acredite: é mais surpreendente que uma vaca de patas para o ar.

Órfãos de São Paulo

Gênero: Romance

Enredo: Drama urbano contemporâneo que aborda o pertencimento da vida numa rotina de pressão constante e massacrante numa megalópole

Editora:  Consultor Editorial Publicações

Publicação: 2017

Confesso que fiquei ainda mais abalado com aquela possibilidade.

Todo o descritivo de Adriana sobre a jovem atropelada e seu bebê martelava na minha cabeça, que voltava a doer. A angústia que senti pela manhã me acometeu mais uma vez. Uma dor aguda percorreu meu peito. Sabia que era emocional, mas machucava. Eu estava mal demais naquele momento para racionalizar sobre os desígnios de Deus ou a Lei da Vida, como professorava a enfermeira.

Tudo o que queria era poder ver mãe e filho; sim, vê-los. Queria estar perto deles mais uma vez. Por quê? Não sei. Talvez porque estivéramos numa mesma situação traumática – apesar de ter sido muito mais trágica para ela do que para mim. Ou, quem sabe, porque foram minhas as mãos que aquela jovem indigente apertou enquanto estava lá, caída no asfalto incandescente da Brigadeiro Luís Antônio, prestes a parir. O mais provável é porque havia uma criança na história. Sim, era isso. Ou talvez não. Sei lá.